“Quando se passar quase dois mil anos, a Minha Doutrina terá um aspecto mais desolador do que o paganismo e o farisaísmo em conjunto; então inspirarei novamente criaturas que anotarão fielmente o que vos transmito.” Referia-se o nosso Pai ao Grande Evangelho de João cujas mensagens não deixam margem de dúvidas de que os resultados científicos se aproximam mais e mais das afirmativas de Lorber! Além disto, Lorber recebeu segredos inéditos acerca da natureza de Deus e de Sua Criação, explicando vários pontos do Velho Testamento que não são fáceis de se compreender.

Muitos o rejeitarão preferindo os seus velhos sistemas; mas esta geração nova clama pela Verdade. É uma geração de espíritos que pela primeira vez estão trilhando o caminho da carne para a conquista da filiação divina. De há muito aguardam esta oportunidade: palmilhar por onde palmilhou o Espírito Supremo, para estabelecer uma nova relação de vida entre alma e espírito. Não disse Jesus que faria tudo de novo? E a Terra foi a escolhida para palco de Suas Infinitas Misericórdias, daí a sua supremacia moral diante de todos os demais corpos cósmicos.

Caros irmãos, se perdermos a capacidade interpretativa seremos excluídos do convívio de todos os espíritos e Céus, não mais compreendendo Moisés e demais profetas. Tornar-se-ão estranhos para nós. Após o episódio no Templo, onde Ele confundira os doutos da Lei, Sua ação excepcionalmente divina perdeu-Se; “por que”? Salomão, nos seus sábios ditos, entre eles consta: “Tudo neste mundo tem o seu tempo”. Realmente, quando Pequenino “dei grandes provas para demonstrar às criaturas ter Eu vindo dos Céus como Senhor; não deram importância e até mesmo se aborreceram com os Meus Feitos”.

Até os 12 anos, os que O rodeavam estavam convictos de ser Ele o Messias Prometido uma vez que de Sua Boca jorrava Leite e Mel como consta em Isaías. Surge a indagação: “Como viveu Jesus dos 12 aos 30 anos?” Em constantes lutas através da mais penosa desistência de Si Mesmo, pois sentia de forma viva a Divindade Onipotente, e em Sua Alma sabia que tudo no Infinito dependia de um simples aceno D’Ele! Necessário se faz sabermos que o Unigênito de Deus não é Jesus, e sim o Cristo. Jesus só existe de dois mil anos para cá, o Cristo não é um ser neo-criado, é Incriado como Sabedoria ou Luz Original da Qual João faz menção logo no Início do Evangelho: “Em Deus estava a Luz” ou Sabedoria que emanava D’Ele e “Deus Mesmo era Essa Luz”, Essa Sabedoria que estava não apenas com Ele mas N’Ele perfazendo o Seu Ser in totum.

Muitos indagam por que o Cristo, que era a Própria Vida Eterna, possuindo toda Glória, tinha de sofrer para Dela participar? Salomão no seu cântico diz: “Teu Amor é mais precioso para nós do que o mais saboroso vinho”, em Verdade ele dizia que o Seu Amor é muito mais útil para nós do que a Sua Sabedoria; porque esta é inatingível em Sua Santidade, e Suas Exigências ultrapassam qualquer possibilidade de cumprimento.

No Sinai falou o Deus da Sabedoria; imperiosamente ditou Leis e essas criaram um abismo intransponível para o espírito humano condenado a não ver Deus! Esta era a Lei da Sabedoria, julgadora, condenadora. Perante o Amor Misericordioso todo o julgamento é um crime. Assim o Espírito da Sabedoria, a mando do Espírito do Amor, veio para desatar o nó da condenação permitindo assim ao específico espiritual da matéria atingir a bem-aventurança. “Eu Sou Espírito, vós o sois e a matéria também terá que se espiritualizar, pois não mais julgo e condeno”.

Quando se diz que Deus enviou o Seu Filho, não o fez como se enviasse um homem ao mundo, fê-Lo de tal forma que o Emissor e o Enviado são Um, e Eu, o Invólucro de nós ambos. Seria uma simples afirmação quando Paulo diz que N’Ele habitava a Plenitude da Divindade? Aquela Santidade de Deus, dantes intocável, desce junto de nós. Aquela Sabedoria que dantes nem o maior espírito angelical podia contemplar lida com os pecadores, redime Madalena e nos dá as bem-aventuranças Evangélicas. Jesus fez esta observação diante dos judeus: “Que diferença entre Mim e o Vosso Deus de Sabedoria” e sempre que Ele clamava pelo Pai no Céu, era a Sabedoria suplicando ao Amor, Seu Pai Eterno, que colocasse um freio às Suas expansões puramente intelectivas, racionais; e assim pôde dizer: “Eu Venci o mundo”.

Na Oração de Jesus fica claro que o Cristo é desde sempre. “Eu Te glorifiquei, nunca fiz a Minha Vontade, agora que a Obra está consumada concede-Me a Glória que tive Contigo antes que o mundo fosse criado”. Eis o diálogo entre as Duas Maiores Forças do Infinito: Amor e Sabedoria, Pai e Filho. O Cristo quer ingressar na Glória do Amor Eterno. Ora, amigos se a Sabedoria Original de Deus, o Cristo teve que Se submeter à Obediência Total, a ponto de afirmar nada saber, é óbvio que nós temos que seguir o mesmo caminho reconhecendo a nossa nulidade de servos inúteis e desajeitados, apossando-nos da Glória da Vida Eterna que só existe no Amor do Pai.

Amém! Amém!

 

Fraternalmente,

Thalízia dos Reis