Letra e música: Getúlio Targino Lima

Não passes ao largo
da mão que se estende
num gesto amargo
e de ti depende.
Concede-lhe ajuda,
na justa medida,
que a dor se transmuda
em consolo e vida.

Eu que sou Deus e Senhor
jamais ocultei-te Meu Amor.
Mesmo em andrajos, perdido,
assaltado da vida,
busquei te remir.
Dei-te resposta ao gemido,
fiz-te de novo sorrir.

Não te faças mouco
se alguém te suplica
apenas um pouco
da sobra que fica.
Estende-lhe o braço
e ergue-o do chão.
Concede-lhe espaço
no teu coração!

Eu que a tudo criei
jamais a ninguém abandonei.
E nos momentos terríveis,
nas horas escuras,
nunca te esqueci.
E com milagres incríveis
Me apresentei junto a ti.

Levita não sejas
e nem fariseu
se o que não desejas
a alguém abateu.
Quem sabe Damasco
te vá suceder?
Jamais tenhas asco
de alguém socorrer.

Quando de morte feriram
teu coração as tentações
e foste à estrada lançado
sem nada, com dores,
sem céu ou porvir,
Eu perdoei teu pecado,
da morte te fiz sair.