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União Neoteosófica
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Ascensão do Senhor

10 de julho de 2006

Em Betânia, em casa de Lázaro, os Discípulos estavam cientes de que, após os 40 dias, Jesus os deixaria, tanto que Pedro diz: “Irmãos, um pouco mais, Jesus deixará de ser o Filho para, já como Pai, sempre aproximar-Se de nós.” Ele os preparava constantemente afirmando que a Sua Missão terminaria, “e a vossa prosseguirá não só para este mundo mas para todo o Universo! Sereis um ‘RECURSO’ para Mim junto às almas semi-mortas, incompletas.” Em todo o Infinito prevalece o Seu cuidado em não permitir que de tais almas se aproximem espíritos portadores de fogo vital, como Rafael, Pedro, João e outros; para tais almas vale o que fora dito a Moisés: – “Não podeis ver Deus e continuar com vida.” Quanto mais potente um espírito, tanto mais forte, tornando-se impossível a sobrevivência de uma alma semi-morta, a não ser a longa distância. O que vem a ser um mosquito junto a um elefante; o delicado musgo perto do centenário cedro do Líbano? Esta Terra frente ao Sol? Nosso peso nas costas de um paquiderme não o perturba, mas se pisamos uma formiga, a aniquilaremos. Se tais exemplos são visíveis em a Natureza, tornam-se muito mais evidentes no reino dos espíritos. É o princípio vital das atrações, mosca se alimenta de mosca, e “aos infantes dai leite até que se tornem aptos a receberem alimentação dos adultos”, diz Paulo. Por isto Ele Se vale de nós como um recurso na doutrinação das almas. Eis o significado da expressão: “Podeis fazer tudo e ainda mais.”

“Betânia foi consagrada para os Céus”, diz o Transfigurado, “e Lázaro será um refúgio para os Meus seguidores necessitados, e todos os que se encontrarem à espera de libertação serão entregues a vós.” Antes de Se afastar, Jesus dirige-Se a cada um em particular; assim fala a Maria Madalena: – “Enquanto o teu desejo de Me ver for maior do que a vontade de Mim se apossar, estarás inquieta”; “não queirais cingir-Me com os vossos braços, fazei-o com o coração” – Em seguida, Jesus desaparece. – Lázaro, comovido até às lágrimas, agradece a todos pela presença, onde puderam rever o Amado Senhor e Mestre. Era o início de um novo amanhecer, não só para esta Terra, mas para todo o Infinito. Ele retorna para a Sua Essência Original, o Amor, o Pai Eterno, uma vez que a Sabedoria, o Cristo, devido às Suas Exigências, impossibilitou ao espírito humano qualquer aproximação. Mas o que é impossível para o homem foi, é e sempre será possível para Deus. Veio até nós para que D’Ele se aproximasse toda a Criação.

Ainda sob forte emoção, Lázaro diz: “Ó Terra, mal te refizeste de um susto quando o Teu Criador expirou na Cruz, sentes no teu organismo um novo estremecer aliviando tua dor: ‘o túmulo vazio’. Teu Creador Ressuscitou e Ascendeu aos Céus; fez de ti palco de Suas Misericórdias Infinitas. Em teu solo fez tudo de novo, abrindo para a alma o caminho para sua pátria, seu pouso eterno, o espírito não mais impossibilitado de vê-Lo, tocá-Lo! Ó Terra, esta semente subsistirá até que tudo, ora algemado, seja liberto, para tanto, todos os espíritos justos e perfeitos desejam cooperar conosco, na divulgação do Seu Verbo Revelado; todos estão juntos ao Monte da Luz. Ó Terra, serás testemunha de um outro milagre: Lúcifer, o Grande Arcanjo, teu prisioneiro, abrirá pessoalmente as portas de sua prisão, curvando-se diante do Amor Misericordioso manifesto no Gólgota. No final, irás presenciar um outro milagre! Será o brilho da Ceia Matrimonial; qual filho pródigo, o Grande Arcanjo caminhará seguro em Suas Mãos, e Ele sentirá que nada foi em vão!

Ó Terra, és agraciada por teres ciência de tudo isto; honra jamais conferida a outro corpo cósmico; és a única. No início, fostes a mais afastada e ínfima, mas irás tornar-te a mais próxima e elevada.” Lázaro, retornando à visão normal, diz: “Irmãos, tudo isto vi em espírito e jamais fui logrado, enganado, isto me diz o Senhor!

O caro irmão poderá indagar: – “Não é isto fruto de imaginações férteis, não são utopias? Ocorre que Ele Mesmo disse que uma nova oportunidade seria dada a Lúcifer, desfazendo-se do seu engano. No Apocalipse, simbolicamente, encontramos a sua rendição. Uma mulher revestida do Sol com a Lua debaixo dos seus pés, esmaga a cabeça de uma serpente. Moisés representou todo mal por uma serpente. Esta mulher é o Espírito da Doutrina do Cristo, a Sabedoria que tudo penetra pela sua pureza; é ela um eflúvio do Todo Poderoso; reflexo da Luz Eterna, imutável e tudo renova! É a Sabedoria mais bela do que o Sol, supera todas as constelações e se estende de uma extremidade a outra; tudo governa, tudo rege. Da Sabedoria surgiu a Ordem Excelsa, o 4o Espírito em Deus; é Ela Mantenedora e Conservadora da Vida. Pois bem, a Esta Sabedoria, o Grande Arcanjo submete toda a sua erudição, toda sua altivez, numa demonstração de que não é mais irreverente à Ordem Eterna! Está escrito, caro irmão, que o espírito vence!

Bem, devemos ao leitor uma revelação: “Como viveu Maria Madalena após a Sua Ascensão?” Temos que retornar ao Gólgota! Roma ordena ao seu comandante que comande a Crucificação. Durante o trajeto, Jesus o fita e aquele comandante reconhece Quem Ele é! No fiel cumprimento do seu dever, O acompanha! Concluída sua tarefa, ansioso procura Seus amigos, vai a Betânia ao encontro de Lázaro e conta-lhe o ocorrido. Mas sua intenção real era Maria Madalena, a quem pede para desposar. “Necessito de ti, Maria, como auxiliar, companheira e conselheira nesta minha nova vida. Sou um estrangeiro mas prometo-lhe corresponder ao Zelo que o nosso Senhor teve para contigo ao fazê-la digna do Seu Louvor!” Comovida, Maria e o Comandante oram, depositando suas vidas em Suas Mãos. Amém! Amém!

Fraternalmente,
Thalízia dos Reis